Os cartões corporativos do governo estão realmente gerando polêmica por todo o país (não era pra ser diferente). O exemplo mais recente foi o reitor da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo). Ulysses Fagundes Neto admitiu ontem que errou ao usar o cartão corporativo do governo para pagar despesas pessoais. Pra quem não sabe o safado comprou material esportivo e malas de viagem.

Cometi um equívoco, mas isso aconteceu porque utilizei o cartão sem orientação, disse o coitado e desinformado reitor.

Cartões corporativos

O falsinho gastou apenas R$ 85.508,62 em viagens internacionais. O detalhe interessante é que esse valor gasto foi de junho de 2006 a dezembro de 2007 (7 meses lôco! = R$ 85.508,62).Diz a lenda que ele devolveu a grana. Se bem que isso não o isenta da culpa.

“Os valores que devolvi ontem se referem aos gastos do ano passado, cuja perícia ainda está sendo feita pela CGU”, disse. “Devolvi o dinheiro porque esse caso transtornou a minha vida pessoal” (imagino que sim).

Segundo o reitor consumidor compulsivo, antes da implantação dos cartões corporativos, ele tinha autorização para gastar as sobras das diárias a que ele tinha direito. Até 2005, o dinheiro das diárias era entregue a ele em espécie. “Eles nunca me pediram comprovação dos gastos, por isso achei que poderia gastar o excedente”, disse (Nunca vi um sujeito tão cara-de-pau).

Outras frases do querido reitor:

“Não usei de má-fé, e a imagem da Unifesp permanece imaculada”. (sobre o cartão corporativo)
“Estarei pronto para quando eles me convocarem”. (sobre a CPI dos Cartões Corporativos)

“A crítica será sempre bem-vinda. O que eu não vou admitir é falta de respeito”. (sobre as críticas do DCE)

“Não temo a invasão do meu gabinete porque sempre mantive diálogo com os estudantes”. (sobre a revolta dos alunos)

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