Ausência

julho 20, 2007 Autor: Fernando MS

Hoje, depois de alguns dias cansativos, me animei a escrever um pouco… Meu avô está passando por problemas sérios de saúde e está internado em um hospital aqui de Florianópolis, que me recuso a dizer qual é, já que vou falar mal do mesmo. Venho o acompanhando nessa fase difícil de tratamento e nos momentos que não estou lá com ele tento descansar um pouco. É desgastante e triste demais estar lá.

Pedro é o nome dele. Um senhor de 83 anos de idade que é doente renal e que necessita fazer hemodiálise 3 vezes por semana no intuito de se manter vivo. Pra quem não sabe a hemodiálise consiste na passagem de todo o sangue do paciente por uma máquina para que o mesmo seja “filtrado”. Assim, todas as impurezas do sangue são retiradas. Isso seria feito pelos rins, caso eles funcionassem.

Acontece que na terça-feira passada, ao se preparar para ir ao hospital fazer o procedimento, que já se tornou uma rotina em sua vida, Pedro acabou caindo e fraturando o fêmur de ambas as pernas. Imagine então – um senhor de 83 anos, doente renal, com as duas pernas quebradas e com convulsões. Sim! Como se já não bastasse ele ainda teve convulsões! Essas convulsões devem ter afetado parte de seu massacrado cérebro, já que agora ele tem dificuldades para falar, reconhecer as pessoas e externar suas necessidades. Sua pressão arterial também vem oscilando bastante, fato que vem preocupando a todos.

O Local – o Hospital, aparentemente um dos melhores da cidade, como todos os hospitais do país tem um número de leitos que não é suficiente para toda a demanda de internações necessárias. Assim, ao entrar na instituição, meu avô teve que ficar nos corredores da ala de emergência. Uma noite e um dia inteiro lá foram suficientes para ver algumas aberrações do SUS – Sistema Único de Saúde. Profissionais despreparados, falta de equipamentos e materiais básicos para o bom atendimento aos pacientes, falta de boa vontade, desleixo, falta de limpeza, falta de segurança, etc – lá vi de tudo um pouco. Por incrível que pareça as pessoas que melhor atendiam e que eram mais atenciosas com os pacientes são as pessoas voluntárias, que estão lá pelo simples prazer de ajudar o próximo. Foi algo surpreendente pra mim. É inevitável a generalização – os outros, funcionários que são pagos para estar lá trabalhando, apenas brincam de fazer “saúde”.

Depois de muita correria conseguimos interná-lo em um quarto da Ortopedia. Este setor sim aparentemente funciona. Até agora pelo menos não houve nenhuma pessoa que me desapontou lá. Todos muito atenciosos e preocupados em fazer um bom serviço e priorizar a saúde do paciente. Por se tratar de um senhor – repito, de 83 anos de idade – eles até foram mais atenciosos do que são com os outros pacientes. Lá, equipamentos adequados, limpeza, profissionais excelentes e tudo o que precisa ser feito para que o paciente fique da melhor maneira possível.

Um dia desses ainda crio coragem e divulgo aqui no blog algumas fotos dos corredores da emergência daquele hospital, só para as pessoas verem o que lhes aguarda numa possível necessidade de estar lá.

Estou nesse momento orando para uma rápida recuperação do meu avô, caso seja a vondate Dele.

Caso você acredite em Deus também, fique a vontade em direcionar seus pensamentos ao Pedro (meu avô) em suas orações. Obrigado! (e desculpem o desabafo)

Filed under: Utilidade Pública

Comentários

2 Comentários to “Ausência”
  1. Fernando irei orar pelo seu avô, força pra vocês todos aí … bjs

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  2. Nishida disse:
    Oi Fernando, ore e peça forças a Deus pra você, familiares e todos os envolvidos num momento de
    dificuldade como esse, já passei por essa situação e sei como é difícil, mas tenha certeza, que
    nada é por acaso, todas as situações difíceis que enfrentamos seja de saúde, dinheiro, amor tudo
    tem um por que, o que podemos fazer é rezar e pedir para que seu avô se recupere da maneira mais
    brando possível.
    Abraços e fé em Deus.

    Responder

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