É lamentável que um lugar tão bom para viver, como é o caso de Florianópolis, tenha pessoas tão despreparadas em se tratando de qualidade de atendimento. Isso é comprovado nas situações mais básicas e indifere dos serviços, ocasiões e locais.
Sábado fui comprar uma Bota da Barbie para a minha filhusca (vide foto lá embaixo) e uma Bota da HotWheels para o meu filho. Entrei na loja e pedi uma Bota da Barbie tamanho “x” e uma Bota da HotWheels tamanho “y”. A vendedora prontamente saiu para buscar os produtos e eu dei um sorrisinho para a Sra. Pulga. Pronto! Fácil! Aparentemente a missão estava cumprida. Tudo resolvido. Então, para surpresa geral, vem a moça apenas com uma caixa rosa da Barbie nas mãos.
- Senhor, nós não temos a Bota da HotWheels no tamanho “y”. Pode ser um guarda-chuva da HotWheels?
Apesar de eu não ter acreditato no que ela havia acabado de me perguntar acabei insistindo.
- Dá de colocá-lo nos pés?
Virei as costas para a simpática moça e pus-me em retirada. Incrível! A Sra. Pulga e os pimpolhos custaram a me alcançar. Ainda fui em outras lojas, porém a bota da HotWheels estava em falta, por incrível que pareça, nas outras lojas também.
Desisti e parti para a segunda missão: Comprar a mangueirinha do chuveiro que havia furado. Fui em uma das maiores lojas de materiais de construção da cidade - eu disse uma das maiores! Fui caminhando pelo corredor de chuveiros e artigos relacionados, e já até havia avistado a tal mangueirinha. Quando estava quase alcançando a maldita uma linda vendedora me interrompeu.
- Procura algo senhor? Posso lhe ajudar?
- Não, não, obrigado. Só vou pegar uma “mangueirinha para o chuveiro”.
- É qualquer uma senhor?
Pronto, ela fez tudo o que não deveria fazer. Primeiro ela me perguntou se eu estava procurando algo. Eu poderia ter respondido de maneira rude: - Não! Estou passeando na loja de materiais de construção! Depois ela me pergunta se é “qualquer uma”. Ela até poderia fazer esse tipo de pergunta, caso trabalhasse numa barraca de camelô na Praia da Joaquina.
Aquilo já havia me deixado irritado e já era perto do meio-dia. Resolvemos ir almoçar e largar toda aquela chateação. Chegamos então num restaurante a beira-mar, onde comeríamos camarões e peixes. Logo que nos acomodamos o garçom trouxe o cardápio e todo sorridente me perguntou se eu gostaria de beber algo. De bate-pronto respondi, na mesma simpatia:
- Não. Agora não. Somente depois. Gostaria de pedir uma porção de bolinhos de siri e de bacalhau.
- Senhor, os bolinhos são por unidade e não por porção.
- Ah sim. Pois bem. Então nos traga 4 bolinhos de siri e 4 bolinhos de bacalhau.
- É muito senhor!
- O quê? Não entendi… (sic)
- É muito bolinho pra pouca gente!
Aquilo já era demais pra mim. O sujeito sabia mais da minha fome do que eu mesmo. Que impetulância! Fiquei imaginando o dono do restaurante dando-lhe um esporro por não querer vender bolinhos para os clientes.
- Só o que me falta. Traz os oito bolinhos de uma vez caráio!
E o mais engraçado da estória ainda estava por vir. Um garçom trouxe os bolinhos de siri e outro garçom trouxe os bolinhos de bacalhau. Na ânsia de nos causar um agrado um deles falou.
- Senhor, estes são os de bacalhau.
Então o outro garçom, aquele que insistira que eu havia exagerado no pedido dos bolinhos, como se fosse salvar o crustáceo, tomou a frente:
- Não! Estes são os de siri!
E os dois começaram a discutir, um dizendo que era de bacalhau e o outro a dizer que os bolinhos eram de siri. Na terceira ou quarta vez que insistiam eu dei um basta na situação, dizendo que comeria todos eles, tanto os de bacalhau quanto os de siri. Saíram inconformados.

O problema é acordar num domingo de manhã, por volta das 7:30 hs e dar de cara com uma situação destas… (Não! Não é a filha do chucky)
Compare Preços de: HotWheels, Barbie, MP3, iPod, celulares, notebooks, câmeras no JáCotei.