Criação de Ostras – Alto Faturamento com Pouco Investimento
junho 3, 2009 Autor: Fernando MSSe você estiver visitando o litoral catarinense é quase impossível não degustar a culinária local. Existe uma força sobrenatural que te empurra para dentro dos restaurantes.
Em Florianópolis, nos restaurantes especializados em frutos do mar, indiscutivelmente os pratos mais pedidos aos garçons são os que tem como igredientes a ostra.
O nome ostra é usado para um número de grupos diferentes de moluscos que crescem, em sua maioria, em águas marinhas ou relativamente salgadas. As ostras verdadeiras pertencem à ordem Ostreoida, família Ostreidae. As ostras têm um corpo mole, protegido dentro de uma concha altamente calcificada, fechada por fortes músculos adutores. As guelras filtram o plâncton da água. (via Wikipedia)
Ostras gratinadas by Restaurante Ostradamus – Ribeirão da Ilha – Florianópolis/SC
Em Florianópolis existem cerca de 140 fazendas marinhas. Isso mesmo – o local onde são criadas é conhecido como fazenda, que são áreas dentro d’água, exploradas por ostreicultores, os produtores do molusco.
A ostra que é produzida em Santa Catarina, digo, a mais comum e uma das mais saborosas, é a crassostrea gigas, conhecida como Ostra do Pacífico.
Cerca de 90% da produção nacional de ostras sai de Santa Catarina. Isso acontece pelo fato de que o ambiente / clima é altamente propício para a produção. Em tempo, a qualidade e temperatura da água são essenciais para a produção de um molusco saudável.
Mas você deve estar se perguntando – Como criar esses bichinhos?
As ostras ficam amarradas numa estrutura conhecida como parreira, dentro dos berçários. Quando chegam ao tamanho ideal, elas são levadas num barco para a área de tratamento. Quando crescem um pouco mais são colocadas presas em bóias distribuídas no mar. Essa área é dividida em quatro setores, ou seja, quatro fases de crescimento do molusco. Do berçário até a lanterna onde é feita a engorda final.
Quando estão em tamanho adulto, elas são retiradas das lanternas e, já em terra, as ostras são preparadas para o consumo. Os funcionários tiram as crostas, fazendo uma verdadeira limpeza, deixando a superfície lisa. Em seguida, elas são lavadas com água hiperclorada. São vendidas no próprio local ou são embaladas em isopor, pesadas e depois colocadas no caminhão para venda.
Crédito da foto: http://www.ecoviagem.com.br/
A melhor parte da Ostra – Hora da Refeição
As ostras podem ser servidas de diversas maneiras. A quem adore comê-las in natura, ou seja, cruas. Quem não quer tanto radicalismo pode experimentá-las ao bafo ou gratinadas. Já as ostras servidas com limão e gengibre são consideradas afrodisíacas. Com amêndoas carameladas elas ficam, digamos, mais exóticas. E por que não experimentar um prato chamado pérola negra, que leva aceto balsâmico e molho de laranja? Enfim, todas são deliciosas.
Considere conhecer algumas receitas de pratos a base de ostras no cybercook…
Quer saber um pouco mais? Dá uma olhada na matéria do Ogg Ibrahim, com imagens de Alexandre Pinho…
Bom apetite pra todos!
fontes do post:
http://pegntv.globo.com/Pegn/0,6993,LIR314225-5027,00.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ostra
http://cybercook.terra.com.br/receita/ostra.html?palavra=ostra








ficarei muito grato pela sua colaboração. um grande abraço..
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a) Como criar, armazenar e comercializar ostras;
b) Investimento necessário, etapas (com estimativas de tempo) para cumprir as diferentes etapas do empreendimento;
c) Legalização junto às autoridades;
d) Regiões propicias da costa brasileira;
e) Áreas necessárias
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Só em Florianópolis existem 130 fazendas marinhas. Áreas dentro d’água, exploradas por ostreicultores, os produtores do molusco.
A ostra produzida em Santa Catarina é a crassostrea gigas, conhecida como Ostra do Pacífico. O estado detém 95% da produção nacional da espécie.
“Nós temos uma ostra de altíssima qualidade porque o ambiente aqui é propício”, afirma Paulo de Tarso Rodrigues, especialista em ostras.
Para melhorar a cadeia de produção da ostra, o Sebrae buscou parceiros e montou um APL – Arranjo Produtivo Local. O empresário Luiz Carlos Costa percebeu a diferença. Ele cria os moluscos há 18 anos, mas só agora começa a colher os resultados.
“Tudo o que eu crio eu vendo. Ainda compro dos outros”, afirma o empresário Luiz Carlos Costa.
As ostras ficam amarradas numa estrutura conhecida como parreira, dentro dos berçários. Quando chegam ao tamanho ideal, elas são levadas num barco para a área de tratamento. Lá, o empresário fez a primeira mudança orientada pelo Sebrae.
O produtor adaptou uma balsa e agora trabalha no mar. A medida gera uma economia de combustível, porque o barco a motor não precisa mais fazer várias viagens até a terra para levar as ostras. Tudo é feito no local. Sem os deslocamentos, os funcionários produzem mais. E o lucro aumenta.
“Ficar na balsa aumenta a produção em mais 20%, 30%”, afirma Luiz Carlos.
O Sebrae elaborou um caderno de normas e entregou uma cópia para cada produtor.
“O caderno de normas nada mais é do que todo o processo produtivo descrito da maneira mais correta para que a gente tenha um produto padronizado e com qualidade”, explica Denílson Coelho, do Sebrae de Santa Catarina.
“Eu produzo agora 1,4 milhão de ostras. A gente pretende com o selo de qualidade vender mais, produzir mais”, espera o empresário.
Em outra fazenda marinha o foco é o Brasil. A empresa do produtor Paulo Antônio Constantino tem autorização do Ministério da Agricultura para vender em todo o país.
“Em 90% dos mercados que nós atingimos, é o mercado de São Paulo. Vndemos a outros mercados também, como Rio, Salvador, Recife, Fortaleza”, diz o empresário Paulo Antônio Constantino.
Ele usa outro método de produção. As ostras ficam presas em milhares de bóias distribuídas em dois hectares de mar. A área é dividida em quatro setores, ou seja, quatro fases de crescimento do molusco. Do berçário até a lanterna onde é feita a engorda final.
“A ostra já está na fase de preparação para se tirar as que estão prontas. E as que não estão prontas para voltarem para a água e chegarem ao ponto ideal de venda”, aponta Paulo.
Já em terra as ostras são tratadas. Os funcionários tiram as crostas e deixam a superfície lisa. Em seguida, elas são lavadas com água hiperclorada. São embaladas em isopor, pesadas e depois colocadas no caminhão para venda.
“O transporte terrestre, ele gera uma economia de 60% a 80% no valor monetário. Fora isso, a ostra é muito melhor acomodada”, afirma Paulo.
O empresário vende cerca de 400 dúzias de ostras por dia, a R$ 9 cada uma. O próximo objetivo é exportar. E uma das metas do APL é propor uma legislação que permita a venda de ostras para outros países.
“Sendo feita uma legislação específica para exportação, nós poderíamos aumentar a nossa produção em até 100% que o mercado seria muito comprador ainda”, acredita o empresário Paulo.
Um restaurante também faz parte do Arranjo Produtivo Local criado pelo Sebrae. O empresário Jaime de Barcelos é dono e chefe de cozinha. Ele serve aos clientes 35 receitas diferentes de ostras.
“São maravilhosas, ótimas, bem diferentes. Têm um tempero especial”, elogia a turista Maria Aparecida Sarmento.
“Muito diferente lá da nossa, que são muito pequeninas”, diz o turista Armando Berger.
Antes de chegar à mesa, as ostras passam por um delicado processo no depurador. O equipamento, exclusivo no Brasil, filtra e elimina as impurezas. A ostra sai só na hora em que o prato vai ser preparado.
“Fica muito melhor. Quem come uma ostra depurada, sente a real diferença”, afirma Jaime.
As receitas, você só encontra em Florianópolis. Ostras com limão e gengibre, consideradas afrodisíacas. Com amêndoas carameladas. E um prato chamado pérola negra, que leva aceto balsâmico e molho de laranja. Antes de abrir o restaurante, o chefe de cozinha era mecânico. Como um especialista em carros aprendeu culinária?
“Na realidade, a necessidade cria vocação. Então, fomos buscar através da leitura um pouco de conhecimento para elaborarmos estas ostras maravilhosas e apresentar essas delícias para todo o Brasil”, diz o empresário Jaime José de Barcelos.
O Sebrae ajudou o empresário a tocar o negócio.
“Você teve ali o lado administrativo colocado em pauta. Você teve a cozinha sendo orientada por nutricionistas. E teve toda a estrutura do restaurante passando por organização”, diz Jaime.
Na alta temporada, o restaurante serve 350 pessoas por dia. O faturamento cresce 30% ao ano. O próximo passo é modernizar a cozinha com base nos padrões internacionais.
Mais informações sobre o apoio do Sebrae na criação de ostras procure o posto de atendimento mais perto de você ou visite o site http://www.sebrae.com.br
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Cybele Marcondes de Mattos reply on julho 10th, 2010 8:01 pm:
MUITOS BEIJOS E FELICIDADES!
Cybele Marcondes de Mattos
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