Na onda do tudo virtual
abril 11, 2008 Autor: Fernando MSHá muito tempo não entrava, pelo menos da maneira convencional, em uma agência bancária. Hoje isso aconteceu.
Como minha vida está baseada em computadores, internet e afins, raramente faço serviços que não sejam através da web. Quando preciso fazer serviços bancários, tipo pagamentos, transferências entre contas, geração de boletos e negociação de títulos, ou até mesmo as tarefas básicas, como compras, correspondências, etc, etc e etc, utilizo tão e quase que somente a web, sempre rezando para a Nossa Senhora dos Internautinhas que funcione tudo certo e que nenhum cracker maldito atravesse meu caminho.
Mas, como eu estava falando lá no início, hoje eu fui em uma agência bancária. Teria que sacar uns cheques que havia recebido e, só poderia fazer a tarefa de maneira presencial. Desconsideremos nesse instante a correria, de almoçar, levar as crianças no colégio e enfrentar o trânsito caótico até a agência, além de catar um estacionamento que tivesse vagas (tá! não dá de desconsiderar isso). Entrei no banco, onde a empresa em que eu trabalho já tem conta há muuuuito tempo e notei a cara de espanto dos gerentes.
- Fernando!!! (sim, eles me chamam assim) Vai chover!!! (sim, eles ficaram felizes em me ver e eu nem tô devendo nada lá). O que aconteceu? Você nunca vem aqui!!!
Foi então que me atentei para esses detalhes:
Com o advento da internet, as rotinas do dia-a-dia ficaram mais ágeis, rápidas, quase que instantâneas. Conectividade quase que total. Do próprio ambiente de trabalho ou até mesmo de casa, fazemos todas as tarefas. Podemos economizar tempo e dinheiro, evitando de transitar para um lado e para o outro. Em contrapartida, deixamos de ter o contato “real” com as pessoas. O mundo fica mais ríspido, seco, sem sal. As próprias agências já não contam com o mesmo número de funcionários que antes superlotavam os departamentos. Quase tudo pode ser feito através dos computadores dos clientes ou dos caixas eletrônicos.
Isso é ótimo, pelo menos pra nós que estamos habituados em fazer quase tudo pela internet. Somos de uma geração que nasceu no meio de equipamentos eletrônicos nunca antes imaginados pela geração da minha vó. 
Ah! Cheguei no ponto principal do post – Mas, e os velhinhos? As pessoas mais idosas? Como ficam no meio de todo esse rolo? Não, eles não estão acostumados a visitar sites e digitar inúmeros códigos (agência, conta, nome de usuário, senha de acesso, assinatura eltrônica e, ufa, mais uma porrada de dados humanamente impossíveis de serem armazenadas por pessoas mais idosas).
Que droga de sistema bancário é esse que não dá acesso aos seus clientes mais importantes? Os bancos não estão preparados para esse tipo de atendimento. Não existem funcionários treinados para recepcionar os idosos e ajudá-los em suas dificuldades internétchicas. É Flórida bródi!
E tenho dito.







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