Sempre tive orgulho de ser um cara eclético. Entenda-se que quando falo eclético é em todos os sentidos. No sábado, ontem, experimentei algo novo em se tratando de música. Tive um contato, digamos mais íntimo, com a música tradicionalista gaúcha. Não a música gaúcha comercial e sim a tradicionalista, do campo, de raiz.

Fui convidado pelo D.Becher a enfrentar 216 km de BR.282 para assistir ao tão esperado (por ele) show da dupla Cesar Oliveira e Rogério Melo, em Lages/SC.

Todos os dias os escuto, por imposição do D.Becher, e para falar a verdade a música foi assimilada meio que por osmose, de tanto que ele ouve.

“Marcelo Caminha”, fazendo o violão falar durante o show

Pausa para explicar um detalhe: Moro em Florianópolis, que é uma ilha, cheia de praias, que não tem nada a ver com música tradicionalista gaúcha, muito menos com a música campeira. O Florianopolitano é mais familiarizado com reggae do que com qualquer outro estilo musical. Eu, particularmente, gosto muito de rock e, diga-se de passagem, quanto mais pesado melhor.

Voltemos a música campeira: Ao receber o convite, por impulso, disse: - Vamos! Nossa, depois pensei… - O que é que vou fazer lá?

O que eu tenho a dizer é que há muito tempo não me divertia tanto. Há muito tempo não ouvia músicas tão bem tocadas e cantadas. Há muito tempo não ouvia emoção tão forte em uma voz.

Essa é a diferença que existe entre o povo gaúcho e o resto do Brasil - sentir orgulho em ser o que é e conseguir expressar tão bem esse sentimento em suas manifestações culturais - principalmente na música campeira.

Quanto ao Show - não foi em um local requintado e muito menos contou com recursos fenomenais em sua produção. Porém foi muito bom, com a presença no palco de uma banda excelente - músicos excepcionais - que com certeza arrebanharam mais um fã.

“O Campo Invadiu a Cidade”

p.s.: Passeio fantástico e show maravilhoso. Valeu D.Becher.

Ótima semana pra nós! :)

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