Odeio Xurrascarias
dezembro 9, 2007 Autor: Fernando MSTá bom, anta! Eu sei que está errado. Nem gaste o verbo. É que hoje eu visitei uma espelunca que não era churrascaria, não aqui e nem na China. Então resolvi escrever a respeito da churrascaria falsificada – pirata – Xurrascaria.
Prá começar já fiz errado em entrar numa churrascaria que recebeu o nome de Marrekus. Me impressionei com o hall de entrada. Porém, me decepcionei já logo nos 30 minutos iniciais, os quais passei todinhos na fila para poder entrar.
Vou explicar melhor:
Hoje fui no município de Brusque, Santa Catarina. Por ser um pólo da indústria têxtil do estado, Brusque tem diversos shoppings e lojas especializados em roupas. Os produtos são de uma linha bem popular, mas têm uma qualidade aceitável. Resumindo a estória, a cidade em pleno sábado de manhã parece um formigueiro. Todos saem às ruas com o intuito de fazer compras, principalmente pelo fato de que o natal está chegando.
Lá pelas 12:30 hs, meu estômago já estava tentando abraçar um dos pulmões, quando avistei, no final de um dos corredores do shopping aquela palavra mágica – CHURRASCARIA. Letras garrafais, vermelhinhas, em neon. Meus olhinhos brilharam de felicidade e, eu e minha família, fomos correndo em câmera lenta no meio da multidão. Parecia mais uma cena de filme, onde os mocinhos sempre se dão bem no final. Ledo engano.
Tá certo! Eu fui o culpado! Não levei tão a sério o que o meu amiguinho falou. Fui entrando na espelunca sem titubear.
O nome fantasia da empresa é “Churrascaria Marrekus”, mas fiz questão de pegar um cupom-fiscal para saber o número do CNPJ e a razão social do restaurante-quinta-categoria.
Tivemos que chamar a gerente do botecão, para resolver o problema da fila que não andava. Fiquei surpreso quando o Baby, da família dinossauro, veio conversar com a gente. Sim! O boteco tinha a gerente que merecia… (ela se ferrou – minha mulher não tem papas na língua).
Entre mortos e feridos todos se salvaram. Conseguimos sobreviver àquela comidinha bem mais ou menos e seguimos viagem. Compramos tudo o que havíamos combinado (e um pouco mais) e fomos para o município vizinho – Nova Trento. Adoro os vinhos de lá.
Sempre que passo pela região gosto de parar nesse lugar, que se chama Castelinho. O pessoal de lá produz um ótimo vinho colonial. O lugar é muito agradável e você pode tomar um foguete apenas provando os vinhos que eles produzem (glup…). Na fotinho estou tomando um rosé suave, produzido no local.
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