Semana Nacional do Trânsito
setembro 19, 2008 Autor: Fernando MSDiversas campanhas marcam a Semana Nacional do Trânsito, que vai de 18 a 25 de setembro.
A campanha deste ano está focada na segurança das crianças. Pesquisas apontam a redução drástica das lesões (87%) e mortes (90%) das crianças, em acidentes no trânsito, cujos pais utilizam corretamente os equipamentos de segurança.

Em Florianópolis, um grupo de pediatras ortopedistas realizou uma pesquisa em uma das mais movimentadas avenidas. Através de questionário com 10 itens, respondidos por 500 motoristas, será possível ter uma estatística de quantos pais cuidam corretamente da segurança dos filhos nos carros. O trabalho também marcou o Dia do Ortopedista.
Através dos dados da Organização Não-Governamental Criança Segura, com base em levantamentos do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em média, 17,7 mil crianças são hospitalizadas por ano em decorrência de acidentes de trânsito.
Ainda em Santa Catarina, o tema Lei Seca no trânsito também está sendo abordado nas campanhas. Nas rodovias federais catarinenses, apesar de o número de acidentes ter aumentado em 5,91% desde janeiro em relação ao mesmo período de 2007, teve um índice de mortos 5,20% mais baixo.
Uma blitz em uma praça de pedágio desativada também orientava os motoristas sobre as conseqüências criminais da embriaguez no trânsito. A intenção é mostrar os danos causados pela combinação álcool e direção.
Os índices da Polícia Militar Rodoviária apontam para uma redução de 20,53% de feridos e 14,03% de acidentes depois da implantação da Lei Seca.
Falando em trânsito, um estudo publicado em Londres bastante oportuno mostra o quão perigoso é a troca de torpedos, via telefone celular, pelos motoristas no trânsito. A pesquisa sugere que ler e enviar mensagens no momento em que o condutor está dirigindo é mais perigoso do que dirigir bêbado.
Especialistas da RAC Foundation, uma entidade que trabalha com segurança dos motoristas, recolheram os dados estatísticos a partir da análise de 17 motoristas com idade entre 18 e 24 anos. Foram utilizados simuladores de direção no trânsito para a avaliação.
Os resultados apontam que as reações dos motoristas foram 35% mais lentas quando dirigiam ao mesmo tempo que escreviam ou liam mensagens de texto pelo celular. A capacidade de controle no volante também foi prejudicada em 91%, sendo que a habilidade em manter a distância com relação aos outros carros também caiu.
“Quando trocam torpedos, os motoristas são distraídos ao tirar a mão do volante para usar o celular, ao tentar ler textos pequenos no visor do celular e ao pensar em como escreverão suas mensagens”, segundo Nick Reed, um dos pesquisadores britânicos.
Fiquei juntando uma coisa a outra e imaginei um motorista bêbado, no meio do trânsito, empunhando seu celular e enviando mensagens enquanto dirige. Tá certo! Esse comentário foi idiota mas, tudo em prol do bom humor.
Já que mencionei bom humor, a prefeitura do Rio está usando este artifício para chamar a atenção de motoristas sobre as irregularidades cometidas no tráfego da cidade. A campanha, que não deixa de ser educativa, tem o tema “Eu sou um abacaxi para o trânsito na cidade”.
Segundo o subsecretário municipal de Transportes, Dalny Sucasas, o objetivo é envolver a população. Ao invés de multar os infratores serão usados adesivos da campanha nos veículos, que tem como slogan “Eu sou um abacaxi para o trânsito na cidade”. Nos veículos estacionados em local indevido ou que estejam por algum motivo atrapalhando o fluxo normal do trânsito, por exemplo, serão colados os adesivos.
Enquanto isso, a vida segue.







1. Dirigir e falar ao celular;
As pessoas quando falam ao telefone se desligam do mundo… E não adianta dizerem que conseguem falar e dirigir ao mesmo tempo, que não conseguem. A atenção fica prejudicada e isto já foi provado.
2. Não sinalizar ao virar uma esquina num cruzamento.
Nós, pedestres, ficamos como panacas sem saber o que o filho da mãe (ou filha da mãe) vai fazer. Se seguirá em frente, se vai para o outro lado.
3. Dirigir, falar ao celular e virar uma esquina sem sinalizar. Dá vontade de tacar uma pedra!
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