Já dizia a minha vovó - “A desculpa do aleijado é a muleta”, e esse dito popular cabe bem à situação pela qual passou Fabiana Murer, atleta brasileira da modalidade de salto em altura.

“Eles atrapalharam minha competição”, disse Fabiana Murer.

Foto: Terra

foto: Terra

A atleta errou as três tentativas de saltar 4,65 metros, marca que deveria alcançar para continuar na competição. Teria sido bastante triste se não fosse cômico. A culpa, segundo ela, foi da organização da prova de salto em altura da Olimpíada de Pequim, responsável pelo sumiço de uma de suas varas.

Ainda segundo Fabiana Murer, é comum nas competições que o próprio atleta carregue suas varas (ainda bem, né?). Em Pequim, a atleta reclamou que a organização tirou os artefatos de um tubo para colocá-los em uma espécie de “porta-vara” (atente para a piada pronta).

Fica a dúvida no ar: A atleta levou 10 varas (no bom sentido), e apenas uma delas sumiu. Será que com as nove restantes ela não teria condições suficientes para competir?

O resultado foi que a nossa atleta interrompeu a competição e recebeu conselhos até da comissão técnica da russa Elena Isinbaeva, favorita ao ouro e com quem já treinou junto.

Murer fez uma adaptação para continuar os saltos, mas “Não deu certo”, ressaltou a brasileira, com lágrimas nos olhos.

ATUALIZAÇÃO DO POST:

Eu não sabia! Mas desde o começo ela parecia estar procurando algo, é que eu não falo com as minhas rivais durante a competição. Se ela precisasse de algo, alguma vara, poderia ter pedido. Não esperava esse resultado” - Yelena Isinbayeva, a respeito do sumiço da vara de Fabiana Murer.

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